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Resumo/Abstract
Pelo presente texto importa saber se os media e
as escola ainda vivem de costas voltadas ou se,
finalmente, e porventura graças a tantos programas e
choques tecnológicos, se assumiram como parceiros no
processo de formação das actuais e futuras gerações de
jovens que frequentam o ensino. A televisão, para muitos
ainda uma ‘besta’ indomável e insidiosa, imiscui-se nos
hábitos de todo e qualquer cidadão, por oposição a
outros media - com quem a convivência é aparentemente
fácil e pacífica - acabando por colocar na boca de pais
e professores, questões que estes querem ver
respondidas.
Há mais vantagens ou desvantagens em recorrer aos
media na sala de aula? Como desmistificar os media, em
particular os meios audiovisuais? Como evitar o
endeusamento desconstruindo as suas mensagens? Como
gerir da melhor maneira o ‘overflow’ de informação?
Deve-se introduzir como mais um conteúdo educativo ou
valorizar a formação ao longo da vida?
Das inúmeras questões em aberto, destaca-se a
necessidade de explicar como é que uma prática social
tão marcada pela dimensão relacional e emocional pode
ser considerada pelo ensino com uma orientação
predominantemente racional e cognitiva?
No presente texto desenvolve-se, entre outros, os
conceitos de educação para os media, literacia visual,
info-exclusão e escola paralela.

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