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Mar da
Palha, o jornal da ESEN
Luís Maia
Esc. Sec. Emídio Navarro,
Almada
O Mar da Palha, jornal da Escola Secundária
Emídio Navarro (ESEN), de Almada, é um projecto englobado
nas actividades do Centro de Recursos desta escola, que
retomou a sua publicação em 2002/2003, após duas
interrupções e alguns anos de inactividade, tendo sido
atingido, com a última edição do ano lectivo anterior o n.º
19, 12.º desde que retomámos a actividade do jornal.
Não querendo, por fastidioso, enumerar as óbvias e
conhecidas dificuldades por que passa um projecto deste
jaez, comuns à maioria dos jornais escolares, pretendo antes
realçar a importância que o Mar da Palha vai
adquirindo entre a comunidade escolar, amplamente comprovada
nas temáticas presentes nas suas edições. E é um ponto
essencial para a demonstração da importância que o jornal
vai ganhando, porque quer ser uma ferramenta para o debate
de assuntos relevantes para a comunidade escolar e pretende,
também, contribuir para a promoção das relações entre a
escola e o meio em que se insere.
Na realidade, e feito o levantamento do que foram
estas doze edições, constata-se a existência de uma
diversidade temática que me apraz por demonstrativa dos
interesses e preocupações múltiplas da comunidade escolar,
com especial ênfase nos dos alunos, patenteados nos seus
trabalhos que deram a conhecer nas nossas páginas: desde as
actividades dos clubes às exposições, do relato de acções
pontuais à divulgação de actividades de cariz mais
institucional, a vida da escola marcou presença assídua no
jornal. Os interesses e apreensões dos alunos, quase sempre
pela sua palavra, foram uma constante nas nossas edições e
espero que assim prossiga.
As relações entre a escola e o meio envolvente também
passam, de forma notória, pelas páginas de um jornal escolar
e pelo que ele pode ajudar a descobrir fora das quatro
paredes em que é feito. Assim, houve durante estes últimos
anos a intenção de mostrar algumas instituições do concelho,
documentadas no jornal nos trabalhos de entrevista, de
pesquisa, de reportagem, efectuados pelo alunos.
Todavia, é nossa aspiração que o Mar da Palha
se não confine à comunidade educativa ou ao meio envolvente;
deste modo, sempre que surgiu oportunidade para tal, foram
efectuados trabalhos que mostraram outros espaços, outros
mundos, que um jornal escolar não tem, forçosamente, de
permanecer encerrado na escola.
Se o já tão propalado propósito de diversidade
temática que proporcione a desejada e já referida intenção
de que o jornal seja uma ferramenta para o debate de
assuntos relevantes para a comunidade escolar foi amplamente
considerado anteriormente, não quero deixar de salientar
também o envolvimento de professores e alunos neste
projecto. Relevo, igualmente, o facto dos citados
professores e alunos serem oriundos de diferentes áreas
disciplinares e níveis de ensino, o que tem permitido uma
abertura das nossas edições às mais diversas temáticas.
Agrada-me, também, o facto de conseguirmos manter os alunos
em maioria, em cada edição, com a sua consequente
responsabilização nas diferentes fases de produção do
jornal.
Concluindo esta breve apresentação do Mar da Palha
e das subsequentes actividades para que possa ser publicado,
apraz-me considerar que é um projecto que tem tentado (e
algumas vezes conseguido) ir ao encontro de alguns
objectivos como seja o aprofundar o conhecimento das
virtualidades e limitações da actividade jornalística, o
contribuir para o desenvolvimento da Educação para os Media,
promover a utilização das Tecnologias da Informação e da
Comunicação na produção de jornais escolares e o utilizar o
jornal escolar como um instrumento de divulgação científica.
Esse meu agrado advém, essencialmente, de cuidar que eles
são determinantes no crescimento intelectual dos primeiros
destinatários de todo o nosso trabalho, os alunos.
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