Projecto
levado a cabo na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos
da Alembrança com os alunos do 5º e 6º anos,
inscritos no Clube dos Direitos Humanos "Eu sou,
tu és, nós somos".
Orientado
pela professora do Q.N.D., do 3° grupo, Vanda Maria
da Costa Borges e que teve como resultado final a
apresentação de um trabalho de expressão
dramática.
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Este projecto
iniciou-se com a apresentação de diapositivos, tirados de
imagens do livro "Cinq milliards de visages" de
Peter Spier (título original "People") e debate
sobre o conteúdo dos mesmos.
Foram distribuídas essas
mesmas imagens em fotocópias, para que os alunos as
legendassem.
Na aula, em trabalho de grupo,
foi feita a negociação entre os elementos de cada grupo, para
a escolha da melhor legenda de cada imagem.
Em
seguida, situou-se historicamente a Declaração Universal dos
Direitos Humanos e estudaram-se os seus artigos através de:
-
Apresentação de uma situação real ou
ficcionada.
-
Debate
e comentário da mesma e
-
Leitura do artigo que a ela
dizia respeito.
Para esta leitura e estudo foi utilizada a
versão da DUDH constante da publicação "O ENSINO DOS
DIREITOS HUMANOS -Actividades Práticas para o Ensino Básico e
Secundário", publicada pela Comissão para a Promoção
dos Direitos Humanos e Igualdade na Educação em 1991, onde
constam o texto original e um texto em linguagem corrente
acessível aos alunos.
Apresentaram-se
depois aos alunos fotocópias de imagens extraídas de "The Human Rights Álbum", publicado pelo Conselho
da Europa e, em grupo, os alunos estudaram e analisaram as
imagens, dando a cada unia um título, e debatendo sobre qual o
Direito Humano que com ela estaria relacionado, justificando a
sua opção.
Foi retomada a
situação histórica da Declaração Universal dos Direitos
Humanos e foi passado o filme "A vida é bela” de
Roberto Benigni com debates pontuais e chamadas de atenção
para as situações apresentadas no filme como uni jogo, tendo
sido feito o esclarecimento da realidade dos factos.
Retomando o assunto do filme,
falou-se da Segunda Guerra Mundial, holocausto e Auschwitz,
tendo como motivação a comemoração dos 60 anos do fim da
Segunda Guerra Mundial.
Foi ainda feito
um levantamento de situações do quotidiano do conhecimento dos
alunos, que pudessem ser consideradas violentas e onde eles
considerariam serem violados os direitos da liberdade humana.
Aqui os alunos foram alertados para a violência em si, como
inerente ao comportamento humano, independentemente de quem,
onde ou quando a pratica.
Como trabalho de casa, cada
aluno, atento à imprensa falada e escrita, recolheu notícias e
relatos de situações onde considerou terem sido violados os
direitos fundamentais da liberdade humana.
Na aula, cm grupo,
discutiu-se o material trazido.
De novo como
trabalho de casa, foi pedido a cada aluno que elaborasse um
texto sobre uma situação, entre todas as que já tinham sido
debatidas, que considerasse mais atentatória dos direitos
humanos.
Na aula,
novamente em grupo, foram seleccionadas três situações, tendo
em seguida sido debatido quais os artigos da DUDH que estavam em
causa nas situações trabalhadas.
Paralelamente,
foram trabalhadas técnicas de comunicação e jogo dramático,
em espiral, em actividades cujas estratégias têm em conta o
percurso que parte do EU, evoluindo para o EU / OUTRO, EU /
OUTROS, EU GRUPO, chegando ao GRANDE GRUPO, onde o EU não se
destaca nem anula, mas faz parte de.
Essas
actividades titulam como objectivo a consciência e a
importância do corpo, a consciência do som a consciência do
espaço e a consciência dos objectos, do que resultou um
trabalho final de expressão dramática onde foram trabalhados
texto / situação por grupos, em momentos de imobilização /
movimento, oralidade / silêncio e texto verbal / texto não
verbal.
O trabalho final resultou de
uma simbiose, entre a adaptação de trechos do texto "Histórias da Maria-dos-Olhos-Grandes e do Zé Pimpão" de
Canuto Jorge Glória e as três situações seleccionadas.
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