Revista Bimensal 
Edição 10 - Outubro 05
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ESPAÇOS TRANSCULTURAIS

Projecto de uma viagem entre 2002 e 2004

 

Teresa Palma Fernandes 
Coordenadora do Projecto E.T.


A reflexão do Proformar em 2002 sobre a importância de conhecer, aprofundar e intervir na melhoria das condições educacionais, formativas e culturais das diferentes comunidades que hoje vivem na Costa de Caparica, deu origem ao projecto “Espaços Transculturais” que viu a sua candidatura aprovada ao “Programa de Apoio a Projectos de Pesquisa no Domínio Educativo”.

De facto, a Costa de Caparica espelha, cada vez mais, a modificação demográfica da sociedade actual, num mundo em que a globalização é um processo que se apresenta como um desafio para a Humanidade, que comporta oportunidades e riscos permanentes.

Sentimos que é necessário caminhar no sentido da construção duma globalização positiva, a da preservação das culturas dos povos e do melhoramento das suas condições de vida.

A diversidade cultural da Costa de Caparica é muito grande, pois junta:

  • uma comunidade de origem – pescadores e agricultores;

  • uma maioria indiferenciada;

  • uma população cigana;

  • uma população imigrante oriunda de vários países – africanos, brasileiros, cidadãos de países do leste europeu, cidadãos de países asiáticos.

O Proformar acredita que esta diversidade será um factor de enriquecimento e fortalecimento colectivo se, as várias culturas em presença, a cultura dominante e as dos imigrantes, interagirem umas com as outras de uma forma solidária que conduza a que cada uma receba o melhor que a outra tem para lhe dar.

Os objectivos fundamentais que nortearam este projecto foram os de conhecer/investigar e proporcionar manifestações culturais, independentemente da raça, etnia e língua; os de promover valores que reforcem a identificação cultural das comunidades; os de incentivar a educação/formação e a interacção entre as culturas locais e as europeias.

O enriquecimento deste projecto passou, também, pelas vivências e culturas partilhadas de parceiros europeus também envolvidos em práticas activas de cidadania e de interculturalidade.

Consideramos que a diversidade e a qualidade das actividades desenvolvidas, foram consequência de uma dedicação e de um trabalho sistemático, que teve sempre como horizonte um maior desenvolvimento educativo, formativo e cultural da Costa de Caparica.

Os resultados obtidos, levam-nos a sonhar, dar continuidade e reforçar as actividades que hoje envolvem muitas crianças, jovens e adultos – a investigação sobre as comunidades que vivem na Costa de Caparica (as de origem e as outras), as danças africana e brasileira, a expressão dramática, o teatro, os Cursos de Educação e Formação de Adultos.

Nesse sentido, gostaríamos de dar um grande impulso à dinâmica da “Sala Aberta” que foi concebida para estar ao serviço da(s) comunidade(s). Pensámos nela como um espaço apetrechado com meios informáticos, bibliográficos e lúdicos, que permitissem a todas as gerações beneficiar de mais educação e mais cultura.

Uma vertente muito importante e de grande pertinência actual, em que começámos a investir na Costa de Caparica é a do Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências de Adultos.

A “Sala Aberta” poderá reforçar o seu papel, funcionando como um espaço educativo e cultural dirigido à(s) comunidade(s) da Costa de Caparica e ainda como um espaço formativo e de acompanhamento de adultos que nos procurem e que desejem envolver-se na sua progressão e melhoria de condições de vida.

Pequenas sequências de fotografias dão uma panorâmica das intervenções mais significativas que realizámos, onde a cidadania activa e participativa foram evidenciadas pelo grande empenho e envolvimento de crianças, jovens, formandos adultos, formadores e de gerações de mais idosos. 

Convidamo-lo a visitar o nosso site: http://salaaberta.no.sapo.pt/