Revista Bimensal 
Edição 14 - Março 06
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O que “vê “quem não vê?
 

  Hélder Bértolo
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa


 


Resumo/Abstract

Este artigo procura problematizar a possibilidade da existência de uma imagética visual sem percepção visual, recorrendo a um estudo com cegos congénitos para debater esta temática. Referencia com algum detalhe alguns autores que se dedicaram ao estudo da “ Imagética Visual”.

O autor centra-se na avaliação dos sonhos dos cegos congénitos para estudar as imagens que estes produzem, apresentando no final do artigo algumas conclusões que se revelam de especial interesse para a comunidade educativa em geral. De entre várias conclusões, o autor adianta que “ parece existir actividade visual nos sonhos de cegos congénito sindicando ser possível ter percepção visual sem aferências visuais externas, e sem experiência prévia da visão”.