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PARA COMPREENDER A IMPORTÂNCIA DOS
PORTEFÓLIOS
Esc. Sec. Gama
Barros
Novos jovens
Tenho andado intrigada com as atitudes e discursos de
vários jovens. Talvez por já ser cota. É que tenho
tanto tempo de profissão quanto de vida têm os meus alunos do
secundário e alguns familiares e amigos que nasceram pela
década de 80. Conto muito poucas excepções aos casos destas
pessoas que, após o stress que provoca o esforço
hercúleo para entrarem na universidade, mostram o calcanhar de
Aquiles logo a seguir: estão anos e anos e anos para fazer ou
acabar o curso. Sobre os mais novos não posso ainda dizer que
vão demorar o dobro do tempo normal no superior (como apontam
as estatísticas), mas todo o discurso sobre as suas
prioridades no futuro mais próximo indica que a situação não
pode estar a melhorar: “Pronto, já entrei!”, “A META é
entrar!”, “Primeiro os amigos!”, “Está bem, vou estudar, mas
não posso prescindir das noitadas com os amigos!”, “Agora
tenho de tirar a carta!”, “Sem carro não posso fazer a minha
vida!”, “Sem carro não posso chegar às aulas a horas!”, “Estou
farto de me levantar às sete. Por amor de Deus, não vou
continuar a fazer isso!”, “Não sei se vou continuar a
trabalhar porque, para além das aulas, eu também tenho os meus
amigos, tenho a minha namorada, gosto de fazer as minhas
coisas”... Foram todas expressões proferidas recentemente por
miúdos engraçados, inteligentes e com tino. Pelo menos,
parece!
Revelam formas de estar e de sentir que me deixam
boquiaberta, sobretudo por não encontrar paralelismo com o que
vivi há cerca de vinte anos. Nós não pensávamos assim, pois
não?
Mudanças sociais
Movida por esta inquietação, decidi actualizar-me na
leitura de alguns textos sobre as alterações que a sociedade
tem sofrido. Quando estamos envolvidos no nosso quotidiano nem
sempre nos apercebemos das facilidades com que vamos sendo
presenteados pelos novos descobridores, muito menos nos
damos conta dos efeitos que essas pequenas (ou grandes)
inovações têm nas novas gerações, ou seja, naqueles que não
chegaram a sentir dificuldades nem sequer sonham que elas
pudessem ter existido.
Descobri, então, que o século XX foi, até agora, o
século mais rápido (“o século breve” de que fala Hobsbawm
{2000}, o século das transformações, com maior acentuação a
partir dos anos 60, 70. Descobri também que um dos
responsáveis pelas alterações quotidianas, do cidadão comum,
foi o avião de carga. Não tinha pensado nisso! Claro que já
toda a gente sabe que os computadores e a Internet foram
fundamentais para o efeito, assim como a moda e a fobia do
consumo, a mulher e a criação de condições para a sua
independência...
Pensando nos diferentes aspectos, saliento mudanças ao
nível de três conceitos: tempo, dinheiro e mitos.
É óbvio que no século XXI temos menos tempo.
Todos nós dizemos que não temos tempo para fazermos o que
queríamos, que passamos o tempo a correr, que dormimos pouco
tempo (nos EUA, passou-se de uma média de sono de 8,8
horas/dia em 1920 para 6,8 em 2001 {Tchong, 2004}), que temos
saudades da tranquilidade da nossa meninice, que... Mas também
vemos que agora a Zara apresenta quatro colecções por ano (em
vez de duas), que conseguimos preparar um jantar completo em
trinta minutos (em vez de três horas), que vamos de Lisboa ao
Porto em duas horas e meia (em vez de cinco horas), que os
nossos filhos ouvem música enquanto têm a televisão ligada e
comunicam on-line, dizendo mesmo que estão a estudar. E
o marido vê dois filmes e ouve as notícias, ao mesmo tempo,
graças ao habilidoso zapping, ou conduz enquanto se põe
a par das novidades escolares dos mais pequenos, intervaladas
pelas chamadas telefónicas para resolver uns problemitas lá do
escritório. O marido ou a mulher.
Vivendo nós mais tempo (a esperança de vida tem vindo a
aumentar, como sabemos) assistimos, indubitavelmente, à
compressão do tempo, como lhe chama Tchong {Tchong, 2004} – é
que a duração das tarefas, das empresas, etc. é
consideravelmente menor. Além disso, hoje conseguimos fazer
muito mais coisas num período de tempo igual e, por isso,
queremos sempre fazer mais e, por isso, o tempo foge-nos e,
por isso, temos menos tempo.
No século XXI temos mais dinheiro. Claro que
dizemos que ele não estica e que os bolsos estão sempre
vazios. Mas como conseguiríamos comprar tantas camisolas,
calças, casacos, livros, CD’s por ano se assim não fosse? Como
conseguiriam as famílias manter três e quatro carros, que
servirão para deslocações diárias e unipessoais, inclusive
para os adolescentes que acabaram de tirar a carta e que ainda
não têm forma de subsistência? E as segundas habitações na
praia ou no campo? E as visitas cada vez mais frequentes ao
estrangeiro? Não há precedentes de tanta mobilidade (humana e
de mercadorias) por períodos longos ou curtos, ao nível da
emigração, dos intercâmbios ou dos passeios de lazer por um
mês, uma semana ou um fim-de-semana apenas. Os aviões não
páram.
Nunca como hoje tanta gente gasta regularmente tanto dinheiro
e nunca como hoje se morre tanto de fome no mundo. “No fim do
século XX, apesar das extraordinárias catástrofes que
caracterizam o século, a maioria dos povos vive melhor” {Hobsbawm,
2000, p.77}.
Faltam-nos os mitos. No século XXI, os mitos são
diferentes. Quando digo mitos refiro-me aos heróis, aos
modelos, àquilo e àqueles que, compreendidos ou não, são
respeitados, são imitados, contribuem para a construção do
nosso ser, dos nossos valores, da nossa conduta. Enfim,
refiro-me àqueles que, de algum modo, lideram. A observação
que deles fazemos alterou-se. Diz Lipovetsky que “ao regime de
imitação global e fechada, próprio das idades de tradição,
substitui-se o da imitação individual e parcial” {Lipovetsky,
1989, p.366}, não só de pessoas como também de objectos ou
marcas. Significa isto que, perante um menor convívio com os
pais e os avós, perante um maior contacto com professores,
tutores, cantores… “imita-se isto e não aquilo, de um copia-se
isto, de outro copia-se aquilo, os nossos empréstimos já não
têm origem fixa, vamos buscá-los a inúmeras fontes” (ibidem).
Depois, há um trabalho de combinação. Tudo se mistura num
patchwork próprio de cada um. Adoptamos o que mais chama a
atenção, o que dá mais espectáculo, o que se destaca do
amontoado de informação com que somos permanentemente
agredidos. Daí a importância da publicidade. Tornámo-nos, por
isso, num constante centro de decisões. Tornámo-nos abertos à
opção e, consequentemente, tornámo-nos mais conhecedores, mais
abertos à expressão da opinião, mais críticos. Esta postura
liga-se também à relação de forças existente na
sociedade: há menor disponibilidade para os cidadãos
obedecerem às Leis do Estado, aos governantes, como refere
Hobsbawm {Hobsbawm, 2000}.
A par de uma maior abertura à informação e à
possibilidade de participação democrática, assiste-se ao
desinteresse dos jovens pela política e pela organização das
sociedades, “propondo novos ideais, novos estilos de vida
fundados na realização íntima, no divertimento, no consumo, no
amor” {Lipovetsky, 1989, p.298}. Quando parecia termos mais
condições para uma intervenção activa em sociedade, ficamos
mais individualistas, mais egoístas – “torna-se cada vez mais
difícil interessar as pessoas por objectivos colectivos”{Hobsbawm,
2000, p.91}.
Em suma, “vivemos na idade da coabitação pacífica dos
contrários” {Lipovetsky, 1989, p.371}. Vivemos, de facto, numa
era de extremos, de contradições de tempo, de riqueza, de
valores. Situação que sentimos alarmante quando sabemos de
casos, verídicos, como o que conheci há pouco: uma mulher tão
inteligente que, com 24 anos, já fez o estágio do seu curso de
Medicina, tão sensível que, por convicção, se tornou
vegetariana com pena dos animais que se abatem para alimentar
o ser humano, tão contraditória que pondera seriamente a
hipótese de abortar, pois tenciona casar com o namorado desde
há quatro anos (e progenitor do embrião) apenas em 2006!
Estamos em Setembro de 2004.
Educação adequada
Temos, então, nós, adultos maduros, que pensar nos
efeitos das nossas acções, dos nossos investimentos no tipo de
sociedade que, inevitavelmente, ajudamos a construir. Será que
estamos a formar os futuros líderes para o mundo em que
queremos viver quando nos arrastarmos pela terceira idade?
Estaremos a ser simpáticos, justos e formativos com os jovens
de hoje, obrigando-os a esforçarem-se a antecipar a grande
meta da conclusão da licenciatura para a entrada na faculdade?
Poderão os prolongamentos na conclusão do curso estar
relacionados com a dificuldade das saídas profissionais? Será
que não estamos a conseguir ensiná-los a fazer as melhores
opções? A ajudá-los a distinguir o essencial do acessório? A
serem coerentes com os valores que defendem?
Inevitavelmente, temos de encontrar resposta para as
questões seguintes: que mundo queremos para daqui a cinquenta
anos? Que educação devemos dar às nossas crianças e jovens
agora, para que o conduzam mais tarde?
Infelizmente, não tenho resposta para estas perguntas, mas
partilho convosco as minhas leituras e reflexões.
Roger Schank {Schank, 2002}, investigador em
inteligência artificial, diz que, se continuarmos a entender a
escola como um local onde se aprende a dar respostas mais do
que a fazer perguntas, dentro de cinquenta anos, ela estará
completamente atrofiada por falta de interesse. E
prossegue afirmando que será assustador manter a noção de que
a educação equivale à doutrinação pelo Estado. Para ele, há
dois conceitos importantes e em evolução: educação e
inteligência. Enquanto que educação (no sentido da formação
académica) tem significado "acumulação de informação" e
inteligência se tem referido à capacidade de demonstração do
que se acumulou, dentro de algumas dezenas de anos, educação
significará "explorar mundos de interesse" e inteligência
servirá para orientar a exploração desses mundos, de modo a
responder às perguntas que se lhe colocam e a encontrar
outras. Apesar disto, o autor considera que, no seu sentido
mais profundo, tem havido sempre, em educação, mais a noção de
fazer do que saber. Ou seja, a noção de acção,
do indivíduo enquanto agente activo, reflexivo, é fundamental.
Fazendo uma síntese clara da prioridade actual: “no fim
do último século o conhecimento começou a tornar-se na moeda
mais valiosa, tal como a terra numa economia feudal e o
capital numa economia industrial” {Gopnik, 2002, p.73}, uma
outra investigadora, Alison Gopnik, professora de Psicologia,
parece seguir uma linha análoga, uma vez que afirma que “tal
como os cientistas, as crianças parecem ser óptimas a
descobrir novos factos causais” {Gopnik, 2002, p.67}. Não
obstante, acrescenta que o conhecimento causal é um dos
exemplos mais gritantes da diferença entre o que aprendemos e
o que experimentamos. Por isso, para esta psicóloga, a grande
conquista de uma teoria da aprendizagem será provar que os
mais brilhantes cientistas e as mais vulgares crianças estão
envolvidos na mesma luta.
Temos, pois, de investir no conhecimento. Porém, não no
que se limita ao conhecimento livresco {de que já em 1981
Portugal era acusado pela OCDE, 1984}, mas à sua aplicação, ao
seu uso enquanto motor de novas descobertas e enquanto
estímulo da curiosidade. Só assim se conseguirão obter
respostas. Só assim se conseguirão obter resultados. Esta tem
também sido a tónica de vários outros responsáveis pela
evolução da educação, de que destaco a Comissão Internacional
sobre Educação, da UNESCO, com o seu olhar sobre o século XXI:
“a educação deve transmitir de forma maciça e eficaz, cada vez
mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização
cognitiva, pois são as bases das competências do futuro”
{UNESCO, 1996, p.77}.
Como forma de ultrapassar tensões existentes no fim do
século passado (a tensão entre o global e o local, o universal
e o singular, a tradição e a modernidade, as soluções a curto
e a longo prazo, a competição e a igualdade de oportunidades,
o desenvolvimento do conhecimento e as capacidades de
assimilação do Homem, o espiritual e o material), a Comissão
sugere a orientação da política educativa com base em
quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer,
aprender a viver em comum e aprender a ser (idem).
Pegando nestes pilares, Roberto Carneiro {Carneiro, 2003}
cruza-os com seis eixos transversais que constituem
aprendizagens teleológicas fundamentais como cidadania,
informação e conhecimento, construir sabedoria... para se
chegar a questões de processamento, de partilha, de direitos e
deveres, de solidariedade, etc.
Em síntese, o que me parece é que a escola não se pode
divorciar da sociedade, funcionando como um mundo à parte – se
entra em concorrência com o mundo exterior não
levará a melhor, já que é muito mais monótona, anquilosada,
conotada com um espaço de dor, de obrigação, não de prazer – o
que ela tem é de saber acompanhar a sua evolução, não para a
imitar, mas para a completar, naquilo em que a educação
natural dos jovens está a falhar. Então, se chegarmos à
conclusão de que as condutas dos adolescentes não são de todo
desejáveis, é nossa obrigação reorientar a sua formação.
Admito, por isso, que as reformas se sucedam em períodos mais
curtos, desde que cheguem a ser devidamente aplicadas e desde
que se dê algum tempo para avaliar os seus efeitos.
Premências
Centremo-mos, então, no saber-fazer. A este nível,
podemos organizar as necessidades de interacção social à volta
de três temas: fontes, informações e opções. As primeiras são
agora mais dispersas, as segundas existem em maior quantidade
e as terceiras têm de ser fundamentadas para serem credíveis.
Pelo que vimos, a sociedade hoje está muito mais
dispersa, i.e, por um lado, as fontes de informação são muito
mais ricas, muito mais diversificadas, muito mais diferentes
entre si, graças às permanentes descobertas do ser humano, por
outro lado, a informação obtida nessas fontes, assim como as
próprias fontes, são muito mais efémeras, existem e
rapidamente deixam de existir, dando lugar a outras – como se
vivêssemos num mundo descartável. Além disso, as alterações
são demasiado rápidas para que a nossa memória as segure.
Isto significa que, para além de obviamente devermos reter ou
memorizar conhecimentos, factos, que nos ajudarão a ter pontos
de referência, a raciocinar, temos de usar os nossos
conhecimentos na organização da informação que
recolhemos. Como o mundo que está ao nosso alcance é agora
muito maior, se aprendermos a nos organizarmos, rapidamente
conseguimos ir ao local certo buscar a informação pertinente.
Poupamos tempo. Podemos fazer mais coisas.
Diferente, mas intimamente relacionado com o tema da
dispersão, é a questão da quantidade de informação, mesmo que
ela provenha de uma só fonte. Não há dúvida de que hoje se
produz muito mais informação. Uma vez mais, a nossa memória e
os nossos interesses não conseguem armazenar tudo. Assim, um
outro aspecto que se afigura pertinente desenvolver nos jovens
é o da selecção. Temos de aprender a seleccionar a
informação, a distinguir o que é importante do que é
acessório, o que é prioritário do que é secundário. Não nos
esqueçamos de que, se não formos exigentes, as pequenas
pesquisas que solicitamos aos nossos alunos são impressões
integrais de textos encontrados na Internet, que nem sequer
chegam a ser lidos por quem os assina e entrega ao professor!
E o que é que ele aprende com isso? Apenas a procurar
informação, não a conhecê-la nem a tratá-la.
E este trabalho de selecção pode fazer-se ao acaso? É
evidente que não. É fundamental encontrar argumentos para
justificarmos as nossas opções. É fundamental aprendermos a
usar a reflexão de forma lógica, convicta e coerente.
Se queremos usar a publicidade (ou o nosso poder de persuasão)
para convencer os demais das vantagens das nossas ideias,
temos de ser coerentes ao nível do conteúdo, temos de ser
rigorosos e exigentes nas nossas análises, temos de ter a
curiosidade suficientemente apurada para procurarmos teses e
antíteses de modo a construirmos a nossa síntese. Como vai
aquela médica convencer-me de que devo ter pena de um leitão
se ela mata um embrião?
O papel da avaliação
Ora, organização, selecção e reflexão são os aspectos
mais desenvolvidos, por quem constrói um portefólio. É
evidente que não constituem as preocupações únicas necessárias
ao desenvolvimento do adolescente em formação. Porém, hoje em
dia, são prementes. E os nossos políticos sabem-no. Leia-se,
por exemplo, o Currículo Nacional {Abrantes, 2001}, mormente a
sua sexta competência geral.
Assim, não é possível que nós, professores, continuemos
a pôr em prática uma avaliação análoga àquela de que fomos
objecto. Não é possível continuarmos a basearmo-nos
exclusivamente nos testes para dizermos qual a nota que o
nosso aluno merece. Ou fazermos a média dos testes, subindo ou
descendo um valor de acordo com o facto de ele se comportar
bem ou mal nas aulas. Claro que a nota não pode ser esquecida,
mas, na realidade, este nem é o aspecto essencial da
avaliação. Importante, importante é começarmos a formar
cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, munidos de
conhecimento e de instrumentos que os ajudem a desempenhar (de
imediato e mais tarde), de forma digna e crítica, o seu papel
cívico e profissional.
O portefólio é um elemento indispensável no processo
educativo dos alunos, pois permite coligir de forma selectiva
e comentada todo o tipo de informação e de documentos usados
na sua aprendizagem, deixando transparecer o percurso que fez
e criando no aluno uma maior autonomia. Também os professores
e os encarregados de educação interessados poderão
aperceber-se dessa evolução.
Se é verdade que a ênfase aqui está colocada no
saber-fazer, é evidente que esta aprendizagem se faz com base
no conhecimento, no conhecimento geral e no conhecimento
específico de cada disciplina. E muitas vezes,
inesperadamente, apercebemo-nos de características dos alunos
que se situam claramente na área do ser. Quem aplica
portefólios todos os anos encontra algo surpreendente que o
ajuda a intervir na formação pessoal dos jovens.
Há diferentes formas de elaborar um portefólio, porém,
a que me parece mais eficaz e que, por isso, aplico desde
2000, a diferentes níveis de ensino, encontra-se
pormenorizadamente explicada em www.cadernosnet.pt/cadernos/portefolio.swf,
sítio, também apoiado pela PROFORMAR, e que contém ainda
múltiplas grelhas e fichas informativas que podem ser
descarregadas e refeitas; é para isso que lá estão. A quem
estiver interessado, peço que não use aquelas linhas ou
instrumentos tal como surgem, mas que os leia e adapte à turma
com quem os vai trabalhar. Só assim são válidas as
experiências de outrem.
Bom trabalho!
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