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Como avaliar um Site de Escola
dulce.franco@ulusofona.pt
UID Observatório de Políticas de
Educação
e de Contextos Educativos da Univ.
Lusófona de Humanidades e Tecnologias
A reflexão
que se apresenta é o resultado de uma investigação realizada
sobre sites de escola (Franco, 2002) e procura, essencialmente,
contribuir para ajudar a clarificar o site de escola como uma
das imagens de uma determinada comunidade educativa.
O site constitui um objecto de estudo relevante para a
compreensão da escola, ao incluir conteúdos tais como: o
projecto educativo da escola, seus objectivos, actividades e
eventos; conteúdos resultantes dos trabalhos e projectos dos
alunos e professores; materiais e recursos utilizados nas aulas;
actividades extracurriculares; abordagens curriculares
praticadas na escola; informações sobre horários, programas,
cursos opcionais, reuniões e outros aspectos relacionados com o
funcionamento quotidiano da escola; meios de contacto,
colaboração e partilha para os membros da comunidade escolar e
para os visitantes interessados em participar, propostas de
utilização das TIC nas actividades curriculares. Contudo, não é
apenas através do conteúdo publicado que a escola se revela. O
modo como este se apresenta estruturado de acordo com uma
tipologia de nódulos adequada, denotando domínio sobre o
hipertexto, o design escolhido e a concretização técnica do site
são susceptíveis de esclarecer quem está por detrás dele e como
se organiza.
Um manancial de guiões de orientação, destinados à
comunidade escolar, como suporte para a publicação de documentos
online e sua análise, podem ser encontrados na Internet. Estes
guiões referem-se a vários aspectos, tais como o tipo de
ligações a efectuar, a utilidade do conteúdo e sua legitimidade,
a autoria e a actualidade dos temas abordados.
A qualidade de um site de escola define-se segundo um
conjunto de critérios, fundamentalmente de ordem técnica e
estética, que são comuns a todos os sites e, também, segundo
critérios específicos que se relacionam, basicamente, com a
natureza e organização dos conteúdos e sua actualização, e com a
manutenção e sustentação do próprio site.
A construção e manutenção das páginas que constituem um
site processa-se, segundo diferentes autores, nas seis etapas
seguintes: (1) planificação dos conteúdos; (2) escrita do texto
num processador de texto ou editor HTML; (3) visualização das
páginas offline; (4) colocação das páginas na Web; (5)
acesso periódico às páginas para ajuizar acerca da qualidade de
funcionamento e actualização e (6) manutenção actualizada,
conduzindo à renovação dos conteúdos e dos serviços oferecidos.
Nielsen (1997) apresenta um guião com três orientações básicas
para a criação de um site: (1) ser sucinto, ou seja, não
escrever mais do que 50% do texto que se tem numa publicação
impressa; (2) escrever com scannability, isto é, não
utilizar grandes parágrafos e (3) produzir em hipertexto
estabelecendo relações entre as diferentes páginas
constituintes.
A realização de um site de escola deve estar a
cargo dos professores, dos alunos e demais interessados em
participar, e ter como responsáveis uma equipa de coordenação
que procede à concepção, construção, publicação, manutenção e
sustentação do site.
Como resultado da investigação anteriormente citada (Franco,
2002), construiu-se uma grelha de observação/análise de sites
(A) constituída por um conjunto de itens agrupados de acordo com
os seguintes critérios:
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Aspectos técnicos – conjunto de
atributos que evidenciam as funções e propriedades do site.
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Autoria – informações acerca de
quem está por detrás do site, sua concepção e manutenção.
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Acesso – conjunto de indicações
que permitem o acesso a diferentes audiências, ao autor e ao
webmaster do site.
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Conteúdo – conjunto de todas as
indicações, textos e documentos que se encontram no site
para fins educativos, informativos, de lazer ou entretenimento.
Cada um
destes quatro grupos está subdividido em diferentes itens,
totalizando 47.
A- Grelha de Análise de
Sites ©
Aspectos Técnicos e Visuais
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SS |
nN |
NN/A |
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A primeira página identifica a escola. |
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Contém uma página com a apresentação da escola. |
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Parece atractivo e amigável. |
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Existe um índice na página principal e nas outras páginas. |
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A navegação é fácil. |
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Os diferentes meios (ex. vídeo, sons) encontram-se bem
identificados. |
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Os links de regresso ou de avanço são suficientes. |
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Tem tabelas auxiliares de leitura. |
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Apresenta páginas inacabadas (em construção). |
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O layout é intuitivo e claro. |
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Permite uma leitura fácil, contrastando com o
background utilizado. |
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A utilização de suporte multimédia reforça a compreensão
do site. |
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O carregamento de gráficos e imagens é rápido. |
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Tem uma base de dados inerente ao próprio site. |
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Disponibiliza ferramentas de trabalho. |
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Contém contador de visitantes. |
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A proveniência da informação é claramente identificada. |
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Autoria
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Incluí a data da sua criação. |
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O autor ou coordenador está identificado. |
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Descreve a organização responsável pela criação e
manutenção do site. |
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Apresenta a equipa editorial. |
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A data da última actualização está indicada. |
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O site foi revisto recentemente. |
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Acesso
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O tempo de carregamento é rápido. |
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Permite o acesso a outros links similares e com
interesse. |
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Tem e-mail de contacto para o autor. |
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Indica o contacto com o Webmaster. |
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Permite o acesso a outro público para além do português. |
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Permite o acesso a utilizadores com limitações físicas ou
materiais. |
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Conteúdo
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Descreve o projecto educativo da escola. |
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O conteúdo é susceptível de gerar novas visitas. |
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Os títulos e cabeçalhos explicitam claramente o conteúdo. |
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A compreensão dos objectivos do site é clara e
simples. |
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As fontes de informação estão identificadas. |
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Os textos estão bem construídos gramatical e
ortograficamente. |
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O conteúdo está adaptado a diferentes grupos de público. |
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São incluídos links relevantes para sites
relacionados. |
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Os textos são originais e legítimos. |
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É possível incluir sugestões sobre o próprio site. |
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O site inclui a participação de elementos fora da
escola. |
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O conteúdo é significativo para o utilizador. |
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Convida à interactividade. |
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Inclui trabalhos de investigação. |
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O conteúdo identifica a audiência para que se destina. |
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O que disponibiliza está adequado aos objectivos
explícitos. |
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Para um melhor compreensão do site de escola, a
aplicação desta grelha de análise deverá ser reforçada com
entrevistas aos professores e alunos da escola onde se pretenda
fazer a análise do site com o fim de se obter uma imagem
mais autêntica da comunidade educativa.
Referências Bibliográficas
Nielsen, J. (1997). Be succint! - writing for the Web. Extraído
em Outubro de 2000 de http://www.useit.com/alertbox/9703b.html.
Franco, D. (2002). O Site como Portfólio da Escola.
Ideias e Práticas de Professores. Dissertação de Mestrado
apresentada na Universidade Lusófona de Humanidades e
Tecnologias.
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