Revista Bimensal 
Edição 22 - Dezembro 07
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Ser professor de português ou ser
professor de línguas?

 

Lúcia Vidal Soares
Escola Superior de Educação de Lisboa
lucias@eselx.ipl.pt


 


Resumo/Abstract


Portugal tem sido marcado linguística e culturalmente, em grande parte, por minorias de origem africana e, mais recentemente, por novas minorias provenientes, sobretudo, da Europa de Leste, da Índia e do Paquistão.

A sociedade portuguesa, plurilingue e pluricultural exige à Escola, em geral, aos professores de português, em particular, uma formação adequada em diferentes contextos e para diferentes contextos, visando uma educação que promova não só o saber gramatical linguístico, mas também o desenvolvimento de uma competência plurilingue e pluricultural. A interacção com o Outro, a descoberta de pressupostos e das mundividências implícitas e a negociação dos sentidos e das regras de uso.

N
este artigo, referem-se dois tipos de abordagem relativos ao ensino da Língua Portuguesa. A primeira abordagem remete para a situação - Português Língua Estrangeira (PLE); a segunda remete para a Gestão da diversidade linguística e cultural. Em qualquer delas se coloca a questão: "Não será o professor de português um professor de línguas? Não será, em primeiro lugar, professor de línguas e, depois, professor de português?"