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Resumo/Abstract
O presente artigo subordinado ao tema “Alunos
cuja língua materna não é o português”, resulta de um
trabalho de grupo realizado no âmbito da disciplina de
Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa, que
pertence ao 3.º ano do Curso de Professores do 1.ºCiclo,
da Escola Superior de Educação de Lisboa. Este artigo
visa aportar algumas reflexões sobre uma realidade cada
vez mais presente nas nossas salas de aula. Todavia, é
de salientar que a situação prática criada não foi
possível de comprovar. Dito isto, apresentam-se
estratégias utilizadas com o intuito de integrar uma
criança cuja língua materna não é o português.
Para a concepção deste trabalho emergiu a
necessidade de delinear alguns objectivos que fossem de
encontro à situação específica do aluno: a sua origem e
situação actual e à necessidade de obter ajuda não só
através dos pais, como também de outras pessoas com
domínio da língua romena. Os objectivos delineados
foram:
-
Sensibilizar para a diversidade linguística e
cultural naturalmente visível nas comunidades escolares;
-
Promover
actividades de carácter integrador e dinâmico na sala de
aula de modo a conseguir uma eficaz intervenção
educativa relativamente a alunos imigrantes.
As actividades apresentadas, embora se destinem à
totalidade da turma, foram especialmente dirigidas a um
novo aluno de origem Romena. Este aluno, o Greg, de 8
anos de idade, acabava de chegar a Portugal (a uma turma
do 2.ºano, no segundo mês de aulas) e nunca tivera
qualquer tipo de contacto com a língua portuguesa.
Depois de muita pesquisa e muita reflexão
emergiram diversas estratégias e actividades, a realizar
em três grandes momentos.
Antes da chegada do aluno:
• Trabalho prévio do professor e alunos
• Projecto Roménia
No primeiro dia de aulas do aluno:
• Recepção ao novo aluno
Depois da recepção:
-
Actividades em conjunto com a turma:
-
Exploração de um livro em Romeno (trazido pelo menino);
-
Histórias, rimas, lengalengas instituídas na rotina da
sala de aula.
-
Actividades personalizadas, desenvolvidas
especificamente para o menino romeno:
A concepção e realização deste trabalho gerou um
aumento de consciencialização e uma aquisição de saberes
passíveis de serem aplicados em situações idênticas.
É fundamental “(...)tão cedo quanto possível,
sensibilizar as crianças para a diversidade linguística
e cultural, prova evidente da criatividade do género
humano. Por que não brincar com o mundo das palavras e
descobrir que coelho pode ser rabbit, kuedju, lapin,
desenvolvendo a curiosidade e a sensibilidade para os
fenómenos linguísticos e preparando, assim, a
aprendizagem futura de outras línguas?”.(Revista
Noésis, n.º 51) 
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