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Língua
Portuguesa e TIC
Projectos e Actividades para Desenvolver
Competências
Relato de uma Acção
de Formação
Maria da Luz Baldaia Paim Vieira
Sílvia Maria Loureiro Faim
Prof. da EB 2/3 Monte de
Caparica, Almada
Formadoras do Centro Proformar
O presente artigo tem
como finalidade relatar uma experiência de formação
relacionada com o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa
com recurso às TIC.
Todos estamos habituados a ouvir dizer que os alunos
não sabem escrever, escrevem cada vez pior, não sabem fazer
um trabalho de pesquisa, limitando-se a consultar a Internet
e a fazer copy/paste… As razões pelas quais os alunos
não têm competências ao nível da escrita são várias, mas
independentemente das causas, pensamos nós, cabe à Escola
promover situações que permitam aos alunos desenvolver
competências de escrita e de leitura.
Ora, sendo a Escola uma instituição da escrita e da
leitura, estas devem ou deveriam ocupar um lugar de destaque
nas aulas de Língua Portuguesa.
É indiscutível que a prática da escrita organiza e
desenvolve o pensamento, acelera as aquisições linguísticas,
permite ler melhor e aprender mais. É, igualmente,
indiscutível que a escola é fundamentalmente uma instituição
da escrita, uma vez que quase toda a avaliação se faz,
precisamente, através da escrita. Neste sentido, é imperioso
que se ensine a escrever, mas que se ensine a escrever de
forma sistemática e instrumentada, para que os alunos
possam, de forma autónoma e criativa, usar a Língua
Portuguesa, quer no domínio da recepção quer no domínio da
produção.
Partindo deste pressuposto, o tema da Acção de
Formação surgiu depois de termos constatado que faltavam aos
alunos dos diferentes níveis de ensino conhecimentos sobre a
língua e o seu funcionamento, faltavam-lhes competências de
leitura e escrita. Mas, por outro lado, constatámos, também,
que os alunos gostam muito de trabalhar com as TIC. Então
pensámos que podíamos aliar as duas realidades.
Assim, tendo por base a necessidade de desenvolver
nos alunos as competências de leitura e escrita, com a Acção
de Formação, pretendia-se que os formandos:
-
reflectissem sobre a importância da Língua Portuguesa
como língua de comunicação, que os alunos devem saber
utilizar em diversos contextos;
-
pensassem e desenvolvessem actividades com os seus
alunos que permitissem a aquisição de competências tanto
a nível da Língua Portuguesa como da utilização do
computador.
Para
atingirmos estes objectivos, procurámos propor actividades
que:
-
permitissem ao professor diversificar as situações de
escrita (individual e em grupo) e o tipo de escritos;
-
favorecessem a socialização das produções escritas
produzidas (os alunos adoram ler os seus textos, gostam
de os partilhar, de os dar a conhecer) ;
-
permitissem trabalhar a reescrita e o aperfeiçoamento de
textos dos alunos numa perspectiva de aprendizagem em
colaboração;
articulassem a avaliação formativa e sumativa.
Deste
modo, como ponto de partida para o trabalho a realizar,
apresentamos três propostas: - O jornal de turma/ Escola/
Agrupamento; o livro da turma e a página Web da Turma para
integração no sítio da Escola, que contribuem para o
desenvolvimento das competências em Língua Portuguesa.
Apresentadas as sugestões, os formandos listaram
algumas actividades e competências que poderiam ser
desenvolvidas com os trabalhos propostos. Seguidamente, e
tendo em conta que todo o professor deve praticar os
escritos que propõe ao seus alunos, realizaram eles próprios
as três propostas apresentadas. Por fim, foi-lhes, então,
pedido o trabalho final que consistia no desenvolvimento de
uma das três sugestões com os alunos, em situação de aula,
recorrendo aos recursos informáticos disponíveis na escola e
adequados à realidade educativa.
Em forma de conclusão, pudemos deduzir que esta
formação contribuiu, além de um saudável convívio e
conhecimento de pessoas que são professores de um mesmo
grupo de alunos (em diferentes idades) e pertencem ao mesmo
agrupamento de Escolas, para uma atitude diferente face ao
trabalho com os computadores, que se traduz por uma maior
compreensão das potencialidades da utilização do computador
em situação de aula, produzindo materiais com os seus
alunos.
Foi, igualmente, possível ver que a produção das
sugestões de trabalho permitiu aos formandos percepcionar a
sua utilização com os seus alunos de forma a contribuir para
o desenvolvimento das competências de Língua Portuguesa.
Patente foi, também, a compreensão de que a
utilização da Internet pelos alunos pode e deve ser
orientada, principalmente quando se querem obter resultados
palpáveis e organizados, e trabalhos produzidos pelos alunos
que não passem por copiar e colar o que encontram na
Internet.
Deste modo, podemos dizer que é muito importante
generalizar a utilização do computador na escola, e na sala
de aula, como um recurso que permite o desenvolvimento das
competências essenciais de escrita e leitura.
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