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Resumo/Abstract
A promoção do gosto pela leitura e da capacidade
de utilização efectiva e crítica dos recursos
informacionais colocados à disposição dos alunos é uma
premissa que qualquer professor assume (deve assumir)
como inerente ao sistema educativo.
É, contudo, um reconhecimento mais virtual do que
real na medida em que carece de planificação e aplicação
sistemáticas e metodológicas, a única forma de se
conseguir melhorar os paupérrimos resultados dos
estudantes portugueses nos testes nacionais e
internacionais de literacia, proporcionando-lhes os
instrumentos necessários para poderem aceder, avaliar e
utilizar eficazmente a informação disposta nos mais
variados suportes.
Tem sido prática comum na generalidade das
escolas portuguesas dos ensinos básico e secundário
relegar as questões da leitura e, mais recentemente, da
literacia para um grupo específico de professores como
se a aprendizagem fosse o somatório da aquisição de
conhecimentos em áreas científicas estanques. Por outras
palavras, é aos professores de Língua Portuguesa que
tradicionalmente tem sido atribuída a responsabilidade
exclusiva de desenvolver nos alunos a criação de hábitos
de leitura e o domínio da língua materna e, por essa
via, proporcionar a aquisição de competências no domínio
da literacia.

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